sábado, abril 19, 2008
ponto de situação - as viagens
tem de ser por partes, muita coisa a acontecer!
este primeiro semestre de 2008 está a ser cheio de viagens!
pena a chuva que não deixava ver as outras ilhas dos açores à volta
pessoal: percorrer sozinha a ilha, perder-me e encontrar-me (muito típico da minha pessoa), respirar fundo várias vezes à espera de telefonemas que não chegavam
fé: em cada freguesia/paróquia, existe um Império, uma pequena capela (normalmente perto da Igreja) dedicada ao Espírito Santo - em cada ponto onde passava, percebia-O por perto (olho para trás e vejo-O Consolador nas minhas fraquezas)
pessoal: encontrar-me com amigos de cá lá - o Tiago que me levou a um restaurante espectacular e escolheu para mim os pratos típicos do funchal (como é bom ter alguém a cuidar de mim!), a Nádia e a Beatriz (filha da Nádia, 8 meses) no aeroporto, depois de mais de 6 anos sem nos vermos
fé: entrar na Sé do Funchal e "só ficar" com Ele em Igreja, rezar a via-sacra e celebrar a Eucaristia - afinal, era Sexta de quaresma
mas chegar, estranhar aquela gente doida a conduzir pela esquerda, maravilhar-me com o verde dos jardins e o contraste com o castanho dos edifícios, perceber que Liverpool, capital europeia da cultura 2008, está em obras (afinal não é só em Portugal que isto acontece); é uma cidade costeira que faz lembrar lisboa em alguns aspectos, mas a vida das ruas morre às 18h (passa para os pubs)
pessoal: sentir-me pequena num curso da minha área (epidemiologia) e obrigar-me a perder a timidez de falar inglês e de falar com desconhecidos; pensar "o que fazer?" quando um colega alemão foi um pouco mais atiradiço com a minha pessoa (nunca me tinha acontecido de forma tão óbvia! ignorei-o...); respirar fundo qdo perdi os documentos (ou terão roubado a minha carteira) já em lx
fé: entrar na catedral anglicana e perceber como é bom ser católica romana, ouvir uma boca polite de um outro colega holandês de eu ser ET por ser católica - ele foi delicado (o comentário foi um mal-entendido de uma pergunta minha anterior) mas o facto é que revelou o que ele estava a pensar..
as próximas viagens são
este primeiro semestre de 2008 está a ser cheio de viagens!
- fevereiro - terceira (açores)
pena a chuva que não deixava ver as outras ilhas dos açores à volta
pessoal: percorrer sozinha a ilha, perder-me e encontrar-me (muito típico da minha pessoa), respirar fundo várias vezes à espera de telefonemas que não chegavam
fé: em cada freguesia/paróquia, existe um Império, uma pequena capela (normalmente perto da Igreja) dedicada ao Espírito Santo - em cada ponto onde passava, percebia-O por perto (olho para trás e vejo-O Consolador nas minhas fraquezas)
- março - funchal (madeira)
pessoal: encontrar-me com amigos de cá lá - o Tiago que me levou a um restaurante espectacular e escolheu para mim os pratos típicos do funchal (como é bom ter alguém a cuidar de mim!), a Nádia e a Beatriz (filha da Nádia, 8 meses) no aeroporto, depois de mais de 6 anos sem nos vermos
fé: entrar na Sé do Funchal e "só ficar" com Ele em Igreja, rezar a via-sacra e celebrar a Eucaristia - afinal, era Sexta de quaresma
- abril - liverpool (UK)
mas chegar, estranhar aquela gente doida a conduzir pela esquerda, maravilhar-me com o verde dos jardins e o contraste com o castanho dos edifícios, perceber que Liverpool, capital europeia da cultura 2008, está em obras (afinal não é só em Portugal que isto acontece); é uma cidade costeira que faz lembrar lisboa em alguns aspectos, mas a vida das ruas morre às 18h (passa para os pubs)
pessoal: sentir-me pequena num curso da minha área (epidemiologia) e obrigar-me a perder a timidez de falar inglês e de falar com desconhecidos; pensar "o que fazer?" quando um colega alemão foi um pouco mais atiradiço com a minha pessoa (nunca me tinha acontecido de forma tão óbvia! ignorei-o...); respirar fundo qdo perdi os documentos (ou terão roubado a minha carteira) já em lx
fé: entrar na catedral anglicana e perceber como é bom ser católica romana, ouvir uma boca polite de um outro colega holandês de eu ser ET por ser católica - ele foi delicado (o comentário foi um mal-entendido de uma pergunta minha anterior) mas o facto é que revelou o que ele estava a pensar..
as próximas viagens são
- maio - varsóvia
- junho - bilthoven (holanda)
domingo, março 23, 2008
Páscoa
nesta quaresma, voltei a aprender o que é esperar: outra vez o efeito molotoff da família fernandes - cresce cresce mas apagamos o forno e é ver o molotoff a descer descer.. ficar tábua rasa
Santa Páscoa
nesta quaresma, voltei a ver-me confrontada com o que pensam de mim: algures num pedestal, a que alguns querem derrubar (e eu ingénua!) e outros admiram à distância
nesta quaresma, (re)voltei-me contra a figura reflectida no espelho - valeu a ajuda das amigas
mas a Páscoa tem essa graça:
não é pelas minhas forças, não é pela minha inteligência, não é por estar em cima de 8cm de saltos
é porque Ele quer
porque o que Ele dá, não tira
porque Ele me ama (apesar de tudo)
que recebo - no dia que Ele fez! - muito mais do que aquilo que esperei ou me esforcei para ter.
Santa Páscoa
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
também senti falta de

... encontrar o chiado
apanhar chuva e sol, descer as ruas vivas (trabalhar no espaço de um hospital cansa...), almoçar num sítio diferente, matar saudades de quem gosto e que gosta de mim (dar a esmola do tempo de escuta, precioso nos dias de hoje)
descer as ruas vivas à chuva e ouvir as conversas dos doidos de lisboa que não os românticos da canção larilas
os doidos bêbados sentados no banco do Camões (um dia chorei no Camões) que dizem "a questão de acreditar é complicada..." enquanto seguram uma sagres na mão - há coisas que alguns só conseguem discutir no estado alcoólico, assim é mais fácil acordar e dizer que as brilhantes conclusões foram alucinações de uma noite difusa e vaga, coisa que passa
os doidos que falam sozinhos no metro e se escondem atrás das pessoas, nesse atrás secreto onde poucos vivem, que todos receiam - e pensar como é frágil a linha que me separa da loucura
os doidos de lisboa que se questionam com portas fechadas
desci as ruas vivas do chiado e comprei a encíclica para a minha amiga - mas ainda falta a agenda para (re)começar de novo
desci e subi até santa maria
onde estou agora a ver o sol e chuva lá fora (e com o coração a rebentar com a substância da esperança, mesmo no meio da tristeza, lá está essa malandra)
só falta um arco-íris
apanhar chuva e sol, descer as ruas vivas (trabalhar no espaço de um hospital cansa...), almoçar num sítio diferente, matar saudades de quem gosto e que gosta de mim (dar a esmola do tempo de escuta, precioso nos dias de hoje)
descer as ruas vivas à chuva e ouvir as conversas dos doidos de lisboa que não os românticos da canção larilas
os doidos bêbados sentados no banco do Camões (um dia chorei no Camões) que dizem "a questão de acreditar é complicada..." enquanto seguram uma sagres na mão - há coisas que alguns só conseguem discutir no estado alcoólico, assim é mais fácil acordar e dizer que as brilhantes conclusões foram alucinações de uma noite difusa e vaga, coisa que passa
os doidos que falam sozinhos no metro e se escondem atrás das pessoas, nesse atrás secreto onde poucos vivem, que todos receiam - e pensar como é frágil a linha que me separa da loucura
os doidos de lisboa que se questionam com portas fechadas
desci as ruas vivas do chiado e comprei a encíclica para a minha amiga - mas ainda falta a agenda para (re)começar de novo
desci e subi até santa maria
onde estou agora a ver o sol e chuva lá fora (e com o coração a rebentar com a substância da esperança, mesmo no meio da tristeza, lá está essa malandra)
só falta um arco-íris
Chiado, Lisboa, 2007
40 x 50 cm
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
e tu?
(aproveitando um tempo no trabalho)
ontem percebi a importância de uma pequena expressão a ser colocada no final de uma resposta.
2 palavras e um ponto de interrogação que puxam a outra pessoa para um espaço de conversa, que integra,
uma expressão que procura a realidade do outro
esse "e tu?" que puxa ao diálogo
esse "e tu?" que pode ser uma esmola neste tempo de Quaresma
e lembro-me de tudo o que cresci no vale de acór como, quando estou ou fiz algum trabalho com outra pessoa, mencionar sempre o nome da outra pessoa primeiro..
uma linguagem contra o egoísmo/egocentrismo, não?
ontem percebi a importância de uma pequena expressão a ser colocada no final de uma resposta.
2 palavras e um ponto de interrogação que puxam a outra pessoa para um espaço de conversa, que integra,
uma expressão que procura a realidade do outro
esse "e tu?" que puxa ao diálogo
esse "e tu?" que pode ser uma esmola neste tempo de Quaresma
e lembro-me de tudo o que cresci no vale de acór como, quando estou ou fiz algum trabalho com outra pessoa, mencionar sempre o nome da outra pessoa primeiro..
uma linguagem contra o egoísmo/egocentrismo, não?
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
senti falta de

esta mulher
tirou fotografias como esta

(vi um comentário sobre Lee Miller na 2 e gostei!)
mais em
http://www.leemiller.co.uk/gallery.aspx
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