Comentário ao Evangelho do dia Santo Inácio de Loyola (1491-1556), fundador dos Jesuítas Carta de 17/11/1555 «Não receeis»
Parece-me que deveríeis decidir-vos a fazer calmamente o que podeis. Não vos inquieteis com tudo o resto, mas deixai nas mãos da divina Providência o que não podeis cumprir por vós mesmos. São agradáveis a Deus a solicitude e o cuidado que, com razoabilidade, pomos nas tarefas que nos cumprem, para conseguirmos concretizá-las da melhor maneira. Não lhe são agradáveis a ansiedade e a inquietação do espírito: o Senhor quer que os nossos limites e fraquezas encontrem apoio na sua fortaleza e omnipotência, quer que tenhamos confiança em que a sua bondade suprirá à imperfeição dos nossos meios. Os que se ocupam com muitos assuntos, mesmo se com boas intenções o fazem, devem resolver-se a fazer apenas o que está ao seu alcance. Se tivermos de deixar de lado certas coisas, há que ter paciência, e não pensar que Deus espera de nós o que não podemos fazer. Ele não quer que o homem se atormente com as próprias limitações humanas; não é preciso cansarmo-nos excessivamente. Quando de facto nos esforçámos por dar o melhor de nós, podemos deixar o resto nas mãos d’Aquele que tem o poder de realizar tudo o que quer. Que a bondade divina nos comunique sempre a luz da sabedoria, para que possamos ver com clareza e realizar os seus bons desejos com profunda convicção, em nós e nos outros […], para que das suas mãos aceitemos o que nos envia, considerando o que é de maior importância: a paciência, a humildade, a obediência e a caridade. in www.evangelhoquotidiano.org
já há algum tempo que não arrumo ideias (qual o título de anticorpos à silly season de agosto?)
domingo passado, um casamento bonito de um grande amigo - estou nos 3 casamentos de setembro... segunda, "curar" uma relação doentia (agora só falta 1) - contente e decidida e independente e sempre feminina depois fazer contas à vida com as 3 turmas que afinal são 6 - ao todo, deixo de almoçar a horas decentes 4 dias por semana o que se avizinha saudável hoje, uma apresentação, uma proposta de estudo, uma ajuda familiar, 2ª tentativa de compras - e ver um sapo, um feio sapo, com um guardanapo
e vão assim os meus dias, surpreendida com o que me é dado às vezes ingrata o fim de agosto / princípio de setembro - das minhas alturas do ano preferidas - já lá vai a vontade de estar com (interessante como o "quem" é relativo mas ao mesmo tempo tão sincero - chama-se amizade?) esclarece-se (tenho pena, caríssimo(s), tenho pena).
hoje reconstruo o que foi desconstruído ao longo de anos e estou sozinha nisso
... Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigiam as sentinelas.
É inútil levantar-vos antes da aurora e trabalhar pela noite dentro, para comer o pão dum trabalho duro, porque Ele o dá aos seus amigos, até durante o sono.
Os filhos são uma benção do Senhor, o fruto das entranhas, uma recompensa: como flechas nas mãos de um guerreiro, assim os filhos nascidos na juventude.
Feliz o homem que assim encheu a aljava: não será confundido, quando enfrentar os inimigos às portas da cidade ... rezo com tristeza o Salmo, sorrio irónica à Misericórdia (para comigo?) e penso na samaritana do poço (afinal, são 2 as relações a curar)
estava na missa e dei comigo a ver se respondia a "onde estiver o teu tesouro, aí está o teu coração"
e onde está o meu tesouro? talvez nos poucos amigos e na família de quem cuido tão mal talvez no trabalho que me absorve talvez uma parte ande à deriva à espera de um porto seguro
mas, secreto e bem meu mas também de tantos outros, sei que a dada altura na vida apareceu no meu coração um ânimo que me faz olhar o mundo com outros olhos e responder inteira à Beleza
vejo ao pé de uma ambulância um velho que cobre de beijos a sua velha sentada numa cadeira de rodas "vai tudo correr bem"
fez-me lembrar o amor bonito dos meus avós Januário e Celeste e dos meus avós emprestados Carona e Cabrilha naqueles momentos em que vi os meus avôs chorarem a doença das suas mulheres ... na saúde e na doença ... até que a morte nos separe
Olho para o alto e vejo quem levas conTigo e fico triste com a minha não escolha sem a pureza de coração de joão sem a firmeza de carácter de tiago sem o movimento entusiasta de pedro fico cá em baixo à espera que chegues perto na curiosidade de saber o que lhes contaste desta vez na esperança da Misericórdia que me transfigure à Tua Vontade