se não olharmos para o céu,
não vemos o arco-íris
terça-feira, outubro 23, 2007
sexta-feira, outubro 19, 2007
that's it
Comentário ao Evangelho do dia
Santo Inácio de Loyola (1491-1556), fundador dos Jesuítas Carta de 17/11/1555
«Não receeis»
Parece-me que deveríeis decidir-vos a fazer calmamente o que podeis. Não vos inquieteis com tudo o resto, mas deixai nas mãos da divina Providência o que não podeis cumprir por vós mesmos. São agradáveis a Deus a solicitude e o cuidado que, com razoabilidade, pomos nas tarefas que nos cumprem, para conseguirmos concretizá-las da melhor maneira. Não lhe são agradáveis a ansiedade e a inquietação do espírito: o Senhor quer que os nossos limites e fraquezas encontrem apoio na sua fortaleza e omnipotência, quer que tenhamos confiança em que a sua bondade suprirá à imperfeição dos nossos meios. Os que se ocupam com muitos assuntos, mesmo se com boas intenções o fazem, devem resolver-se a fazer apenas o que está ao seu alcance. Se tivermos de deixar de lado certas coisas, há que ter paciência, e não pensar que Deus espera de nós o que não podemos fazer. Ele não quer que o homem se atormente com as próprias limitações humanas; não é preciso cansarmo-nos excessivamente. Quando de facto nos esforçámos por dar o melhor de nós, podemos deixar o resto nas mãos d’Aquele que tem o poder de realizar tudo o que quer. Que a bondade divina nos comunique sempre a luz da sabedoria, para que possamos ver com clareza e realizar os seus bons desejos com profunda convicção, em nós e nos outros […], para que das suas mãos aceitemos o que nos envia, considerando o que é de maior importância: a paciência, a humildade, a obediência e a caridade.
in www.evangelhoquotidiano.org
bom dia!
...respirar fundo...
Santo Inácio de Loyola (1491-1556), fundador dos Jesuítas Carta de 17/11/1555
«Não receeis»
Parece-me que deveríeis decidir-vos a fazer calmamente o que podeis. Não vos inquieteis com tudo o resto, mas deixai nas mãos da divina Providência o que não podeis cumprir por vós mesmos. São agradáveis a Deus a solicitude e o cuidado que, com razoabilidade, pomos nas tarefas que nos cumprem, para conseguirmos concretizá-las da melhor maneira. Não lhe são agradáveis a ansiedade e a inquietação do espírito: o Senhor quer que os nossos limites e fraquezas encontrem apoio na sua fortaleza e omnipotência, quer que tenhamos confiança em que a sua bondade suprirá à imperfeição dos nossos meios. Os que se ocupam com muitos assuntos, mesmo se com boas intenções o fazem, devem resolver-se a fazer apenas o que está ao seu alcance. Se tivermos de deixar de lado certas coisas, há que ter paciência, e não pensar que Deus espera de nós o que não podemos fazer. Ele não quer que o homem se atormente com as próprias limitações humanas; não é preciso cansarmo-nos excessivamente. Quando de facto nos esforçámos por dar o melhor de nós, podemos deixar o resto nas mãos d’Aquele que tem o poder de realizar tudo o que quer. Que a bondade divina nos comunique sempre a luz da sabedoria, para que possamos ver com clareza e realizar os seus bons desejos com profunda convicção, em nós e nos outros […], para que das suas mãos aceitemos o que nos envia, considerando o que é de maior importância: a paciência, a humildade, a obediência e a caridade.
in www.evangelhoquotidiano.org
bom dia!
...respirar fundo...
quarta-feira, setembro 19, 2007
post-silly season
já há algum tempo que não arrumo ideias
(qual o título de anticorpos à silly season de agosto?)
domingo passado, um casamento bonito de um grande amigo
- estou nos 3 casamentos de setembro...
segunda, "curar" uma relação doentia (agora só falta 1)
- contente e decidida e independente e sempre feminina
depois fazer contas à vida com as 3 turmas que afinal são 6
- ao todo, deixo de almoçar a horas decentes 4 dias por semana o que se avizinha saudável
hoje, uma apresentação, uma proposta de estudo, uma ajuda familiar, 2ª tentativa de compras
- e ver um sapo, um feio sapo, com um guardanapo
e vão assim os meus dias, surpreendida com o que me é dado
às vezes ingrata
o fim de agosto / princípio de setembro - das minhas alturas do ano preferidas - já lá vai
a vontade de estar com (interessante como o "quem" é relativo mas ao mesmo tempo tão sincero - chama-se amizade?) esclarece-se (tenho pena, caríssimo(s), tenho pena).
hoje reconstruo o que foi desconstruído ao longo de anos
e estou sozinha nisso
...
Se o Senhor não edificar a casa,
em vão trabalham os que a constroem.
Se o Senhor não guardar a cidade,
em vão vigiam as sentinelas.
É inútil levantar-vos antes da aurora
e trabalhar pela noite dentro,
para comer o pão dum trabalho duro,
porque Ele o dá aos seus amigos, até durante o sono.
Os filhos são uma benção do Senhor,
o fruto das entranhas, uma recompensa:
como flechas nas mãos de um guerreiro,
assim os filhos nascidos na juventude.
Feliz o homem que assim encheu a aljava:
não será confundido,
quando enfrentar os inimigos
às portas da cidade
...
rezo com tristeza o Salmo,
sorrio irónica à Misericórdia (para comigo?)
e penso na samaritana do poço
(afinal, são 2 as relações a curar)
(qual o título de anticorpos à silly season de agosto?)
domingo passado, um casamento bonito de um grande amigo
- estou nos 3 casamentos de setembro...
segunda, "curar" uma relação doentia (agora só falta 1)
- contente e decidida e independente e sempre feminina
depois fazer contas à vida com as 3 turmas que afinal são 6
- ao todo, deixo de almoçar a horas decentes 4 dias por semana o que se avizinha saudável
hoje, uma apresentação, uma proposta de estudo, uma ajuda familiar, 2ª tentativa de compras
- e ver um sapo, um feio sapo, com um guardanapo
e vão assim os meus dias, surpreendida com o que me é dado
às vezes ingrata
o fim de agosto / princípio de setembro - das minhas alturas do ano preferidas - já lá vai
a vontade de estar com (interessante como o "quem" é relativo mas ao mesmo tempo tão sincero - chama-se amizade?) esclarece-se (tenho pena, caríssimo(s), tenho pena).
hoje reconstruo o que foi desconstruído ao longo de anos
e estou sozinha nisso
...
Se o Senhor não edificar a casa,
em vão trabalham os que a constroem.
Se o Senhor não guardar a cidade,
em vão vigiam as sentinelas.
É inútil levantar-vos antes da aurora
e trabalhar pela noite dentro,
para comer o pão dum trabalho duro,
porque Ele o dá aos seus amigos, até durante o sono.
Os filhos são uma benção do Senhor,
o fruto das entranhas, uma recompensa:
como flechas nas mãos de um guerreiro,
assim os filhos nascidos na juventude.
Feliz o homem que assim encheu a aljava:
não será confundido,
quando enfrentar os inimigos
às portas da cidade
...
rezo com tristeza o Salmo,
sorrio irónica à Misericórdia (para comigo?)
e penso na samaritana do poço
(afinal, são 2 as relações a curar)
domingo, agosto 12, 2007
o meu tesouro?
estava na missa e dei comigo a ver se respondia a
"onde estiver o teu tesouro, aí está o teu coração"
e onde está o meu tesouro?
talvez nos poucos amigos e na família de quem cuido tão mal
talvez no trabalho que me absorve
talvez uma parte ande à deriva à espera de um porto seguro
mas, secreto e bem meu mas também de tantos outros,
sei que a dada altura na vida
apareceu no meu coração um ânimo que me faz olhar o mundo com outros olhos
e responder inteira à Beleza
o meu tesouro é esse
Veni Sancti Spiritus, veni per Mariam
"onde estiver o teu tesouro, aí está o teu coração"
e onde está o meu tesouro?
talvez nos poucos amigos e na família de quem cuido tão mal
talvez no trabalho que me absorve
talvez uma parte ande à deriva à espera de um porto seguro
mas, secreto e bem meu mas também de tantos outros,
sei que a dada altura na vida
apareceu no meu coração um ânimo que me faz olhar o mundo com outros olhos
e responder inteira à Beleza
o meu tesouro é esse
Veni Sancti Spiritus, veni per Mariam
sexta-feira, agosto 10, 2007
Santa Maria
vejo ao pé de uma ambulância
um velho que cobre de beijos a sua velha
sentada numa cadeira de rodas
"vai tudo correr bem"
fez-me lembrar o amor bonito dos meus avós Januário e Celeste
e dos meus avós emprestados Carona e Cabrilha
naqueles momentos em que vi os meus avôs chorarem a doença das suas mulheres
... na saúde e na doença ... até que a morte nos separe
e segui sozinha, observada pelo céu
um velho que cobre de beijos a sua velha
sentada numa cadeira de rodas
"vai tudo correr bem"
fez-me lembrar o amor bonito dos meus avós Januário e Celeste
e dos meus avós emprestados Carona e Cabrilha
naqueles momentos em que vi os meus avôs chorarem a doença das suas mulheres
... na saúde e na doença ... até que a morte nos separe
e segui sozinha, observada pelo céu
segunda-feira, agosto 06, 2007
Transfiguração
Olho para o alto e vejo quem levas conTigo
e fico triste com a minha não escolha
sem a pureza de coração de joão
sem a firmeza de carácter de tiago
sem o movimento entusiasta de pedro
fico cá em baixo à espera que chegues perto
na curiosidade de saber o que lhes contaste desta vez
na esperança da Misericórdia que me transfigure à Tua Vontade
e fico triste com a minha não escolha
sem a pureza de coração de joão
sem a firmeza de carácter de tiago
sem o movimento entusiasta de pedro
fico cá em baixo à espera que chegues perto
na curiosidade de saber o que lhes contaste desta vez
na esperança da Misericórdia que me transfigure à Tua Vontade
sábado, agosto 04, 2007
Esperança
La Foi ça ne m'étonne pas.
Ca n'est pas étonnant.
J'éclate tellement
dans ma création (...)
Que pour ne pas me voir vraiment il faudrait que ces
pauvres gens fussent aveugles. (...)
La charité, dit Dieu, ça ne
m'étonne pas.
Ca n'est pas étonnant.
Ces pauvres créatures sont si
malheureuses qu'à moins d'avoir un coeur de
pierre, comment n'auraient-elles
point charité les unes des autres ? (...)
Ce qui m'étonne, dit
Dieu, c'est l'Espérance.
Et je n'en reviens pas.
Cette petite Espérance
qui n'a l'air de rien du tout.
Cette petite fille Espérance.
Immortelle.
(...)
in Péguy C. Le Porche du mystère de la deuxième vertu
Subscrever:
Mensagens (Atom)