segunda-feira, junho 18, 2007

à espera de ternura...


... sai-me uma história triste.

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
- história de amor
é um livro escrito para a criança que vai crescer e um dia terá sido criança:
- foi escrito para o filho de jorge amado quando nasceu e só foi lido por ele muitos anos mais tarde
- tem um texto de criança mas a moral é para crescidos
- é belo e triste ao mesmo tempo (e há sempre a tendência de guardar as crianças de tristezas não é?)

Desejo dizer que há gente que não acredita em amor à primeira vista. Outros, pelo contrário, além de acreditar afirmam que este é o único amor verdadeiro. Uns e outros têm razão. É que o amor está no coração das criaturas, adormecido, e um dia qualquer ele desperta, com a chegada da primavera ou mesmo no rigor do inverno. (...)

De repente, o amor desperta de seu sono à inesperada visão de um outro ser. mesmo se já o conhecemos, é como se o víssemos pela primeira vez e por isso se diz que foi amor à primeira vista.



pensar duas vezes antes de ir buscar um livro para crianças à biblioteca

domingo, junho 03, 2007

para não me esquecer do que escrevi (3)

“A comunhão é o fruto e a expressão daquele amor que, brotando do coração do Pai eterno, se derrama em nós através do Espírito que Jesus nos dá (cf. Rom 5,5), para fazer de todos nós «um só coração e uma só alma». Ao realizar esta comunhão de amor, a Igreja manifesta-se como «sacramento, ou sinal, e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano».” (in Novo Millenio Ineunte, ponto 42)

“Pai santo, Tu que a mim Te deste, guarda-os em Ti, para serem um só, como Nós somos!”
(Jo 17, 11b)


A oração sacerdotal de Jesus é a oração feita no decorrer da Ceia Pascal, de louvor e súplica ao Pai. Ao pronunciá-la na presença dos discípulos (depois de lhes perguntar se acreditam), Jesus pede-lhes indirectamente a docilidade à vontade do Pai que é também a Sua: ser um em Cristo, como Cristo é Um com o Pai e o Espírito Santo – três Pessoas distintas, na unidade de uma só natureza.

Procurada


Longe, quando andava longe
À minha volta tudo era perto
Tudo anónimo e pesado e frio
Longe de ter respirar confiante
Livre

Longe, quando fugia longe
Gente parecia cruel, outros
Gestos sem gestos de amor
Ninguém importava o desejar
Verdade

Longe, quando olhei-me longe
Em deserto de mim e de medos
Reconhecer-me errada, querer
A mudança de vida, novo rumo
Esperança

Longe, quando regressei de longe
Encontrei-Te na Casa fraterna
Porta aberta que à porta espera
O regresso meu, como filha
Amada

Perto, finalmente aceito-Te perto
Olho-Te a meu lado todo o tempo
Trabalhando-me na comunhão a Ti
Sem factura, transbordante de Graça
Fiel

... e a festa principiou. (cf. Lc 15, 24)

terça-feira, maio 22, 2007

para não me esquecer do que escrevi (2)

Hoje, o Espírito Santo, que nos revestiu de homem novo pelo sacramento do Baptismo, lança-nos sem cessar na renovação (conversão e missão), inovação e criatividade. Anima a nossa esperança para não regressarmos ao homem velho. Chama a nossa atenção para quem nos rodeia, descentrando o nosso olhar dos nossos medos e egoísmos. E se faz esta história com cada um de nós, fá-lo também com a Igreja, Corpo Místico de Jesus, revestido do Amor do Pai. É o Espírito Santo, diz o Concílio Vaticano II, “que move a Igreja a abrir caminhos novos para se colocar à cabeça do mundo moderno”.

2007

domingo, maio 20, 2007

dia Grande

Ascension.
Salvador Dali. 1958.
Oil on canvas. 115 x 123 cm.

Dia em grande

Senhor, Tu és Palavra

A Palavra pairou sobre o abismo das trevas
Gritou: "Faça-se a luz e separem-se as águas"

A Palavra soprou e do pó nasce o Homem
P'ra reinar sobre todos os seres da Terra

Palavra criadora
Princípio da História
Que um dia habitará entre nós!

Senhor, Tu és Palavra
Tu és Palavra viva
Que um dia habitará entre nós!

A Palavra abriu ao povo o caminho
Conduziu-o nas noites de dor no deserto

A Palavra apontava a terra prometida
Foi maná, leite e mel do povo faminto

Palavra que liberta
E fonte de esperança
Que um dia habitará entre nós!

Senhor, Tu és Palavra
Tu és Palavra viva
Que um dia habitará entre nós!


A Palavra tocou o seio de Maria:
Finalmente encarnado o Verbo de Deus

O Messias: o corpo e o templo esperados
Que o pecado, a morte e a dor venceria

Em Cristo, a Palavra
É Verbo que encarnou
E veio habitar entre nós!

Senhor, Tu és Palavra
Tu és Palavra viva
Que veio habitar entre nós!


Elisabete Pereira

depois de uma semana de humilhações, de trabalho e de estudo, ontem foi sábado em grande!
um comentário a uma apresentação sobre Questões Éticas nos Estudos Epidemiológicos, do Professor Martins e Silva, presidente da Comissão de Ética da FMUL, que correu bem (apesar de preparado na véspera)
a participação no Festival da Canção Jovem Cristã onde a amora ganhou, com tão poucos ensaios e com uma "diz que é uma espécie de banda"

... e ao chegar o fim do dia só conseguia pensar: quando Deus quer, Deus faz!

sexta-feira, maio 11, 2007

Páscoa, centro da fé (1)

Nesse dia, já não me perguntareis nada. (…) pedi e recebereis. Assim, a vossa alegria será completa. (cf. Jo 16, 23-24)
O mistério da fé tem dois momentos de anúncio. Cristo morreu por nós e ressuscitou por nós. Experimentou a morte por nosso amor, mostrou-nos o caminho da obediência filial no sofrimento e que esse caminho não termina no absurdo mas na Vida e Vida em abundância. Esse caminho de confiança no Pai deu-nos um sentido para o sofrimento e ensinou-nos a não ter medo da morte mas do pecado. Como nos diz Catecismo, mencionando a Lumen Gentium, “É para isso que nós somos introduzidos nos mistérios da sua vida […], associados aos seus sofrimentos como o corpo à cabeça, unidos à sua paixão para ser unidos à sua glória” (cf. CIC 793).
Se “só no mistério do Verbo Encarnado se explica o mistério do homem”, só a ressurreição do Verbo “mostra o verdadeiro caminho que leva o homem à sua perfeição” e dá-nos razões para a nossa esperança. O Cordeiro de Deus tira o pecado do mundo e dá-nos a paz. Justificados por Cristo, somos chamados a ser o “homem novo”, a revestirmo-nos de Cristo.
E assim, por Cristo e em Cristo, esclarece-se o enigma da dor e da morte, o qual, fora do Seu Evangelho, nos esmaga. Cristo ressuscitou, destruindo a morte com a própria morte, e deu-nos a vida, para que, tornados filhos no Filho, exclamemos no Espírito: Abba, Pai. (GS 22)


... para não me esquecer do que escrevi...