domingo, maio 20, 2007

Dia em grande

Senhor, Tu és Palavra

A Palavra pairou sobre o abismo das trevas
Gritou: "Faça-se a luz e separem-se as águas"

A Palavra soprou e do pó nasce o Homem
P'ra reinar sobre todos os seres da Terra

Palavra criadora
Princípio da História
Que um dia habitará entre nós!

Senhor, Tu és Palavra
Tu és Palavra viva
Que um dia habitará entre nós!

A Palavra abriu ao povo o caminho
Conduziu-o nas noites de dor no deserto

A Palavra apontava a terra prometida
Foi maná, leite e mel do povo faminto

Palavra que liberta
E fonte de esperança
Que um dia habitará entre nós!

Senhor, Tu és Palavra
Tu és Palavra viva
Que um dia habitará entre nós!


A Palavra tocou o seio de Maria:
Finalmente encarnado o Verbo de Deus

O Messias: o corpo e o templo esperados
Que o pecado, a morte e a dor venceria

Em Cristo, a Palavra
É Verbo que encarnou
E veio habitar entre nós!

Senhor, Tu és Palavra
Tu és Palavra viva
Que veio habitar entre nós!


Elisabete Pereira

depois de uma semana de humilhações, de trabalho e de estudo, ontem foi sábado em grande!
um comentário a uma apresentação sobre Questões Éticas nos Estudos Epidemiológicos, do Professor Martins e Silva, presidente da Comissão de Ética da FMUL, que correu bem (apesar de preparado na véspera)
a participação no Festival da Canção Jovem Cristã onde a amora ganhou, com tão poucos ensaios e com uma "diz que é uma espécie de banda"

... e ao chegar o fim do dia só conseguia pensar: quando Deus quer, Deus faz!

sexta-feira, maio 11, 2007

Páscoa, centro da fé (1)

Nesse dia, já não me perguntareis nada. (…) pedi e recebereis. Assim, a vossa alegria será completa. (cf. Jo 16, 23-24)
O mistério da fé tem dois momentos de anúncio. Cristo morreu por nós e ressuscitou por nós. Experimentou a morte por nosso amor, mostrou-nos o caminho da obediência filial no sofrimento e que esse caminho não termina no absurdo mas na Vida e Vida em abundância. Esse caminho de confiança no Pai deu-nos um sentido para o sofrimento e ensinou-nos a não ter medo da morte mas do pecado. Como nos diz Catecismo, mencionando a Lumen Gentium, “É para isso que nós somos introduzidos nos mistérios da sua vida […], associados aos seus sofrimentos como o corpo à cabeça, unidos à sua paixão para ser unidos à sua glória” (cf. CIC 793).
Se “só no mistério do Verbo Encarnado se explica o mistério do homem”, só a ressurreição do Verbo “mostra o verdadeiro caminho que leva o homem à sua perfeição” e dá-nos razões para a nossa esperança. O Cordeiro de Deus tira o pecado do mundo e dá-nos a paz. Justificados por Cristo, somos chamados a ser o “homem novo”, a revestirmo-nos de Cristo.
E assim, por Cristo e em Cristo, esclarece-se o enigma da dor e da morte, o qual, fora do Seu Evangelho, nos esmaga. Cristo ressuscitou, destruindo a morte com a própria morte, e deu-nos a vida, para que, tornados filhos no Filho, exclamemos no Espírito: Abba, Pai. (GS 22)


... para não me esquecer do que escrevi...

domingo, maio 06, 2007

frases fotográficas



de tempos passados:
'Fotografar como se visse as coisas pela primeira vez' ao mesmo tempo que é ficção, porque é o meu olhar que as exprime, é também um auto-retrato


da semana passada:
Para mim a geometria é tudo. O sentimento... toda a gente o tem!
Henri Cartier-Bresson

quinta-feira, maio 03, 2007

a que faltou

Sprout and the Bean
Joanna Newsom


I slept all day
I woke with distaste
And I railed
And I raved

That the difference between
The sprout and the bean
It is a golden ring
It is a twisted string

And you can ask the counsellor
You can ask the king
And they'll say the same thing
And it's a funny thing

Should we go outside
Should we go outside
Should we break some bread
Are y'interested

And as I said
I slept as though dead
Dreaming seamless dreams
Of lead
When you go away
I am big-boned and fey
In the dust of the day
And in the dirt of the day

And the danger, danger drawing near them was a white coat
And the danger, danger drawing near them was a broad boat
And the water, water running clear beneath a white throat
And the hollow chatter of the talking of the tadpoles

Who know th'outside
Should we go outside
Should we break some bread
Are y'interested

sexta-feira, abril 27, 2007

Ando com ele debaixo do braço (2)

Os fundamentos lógicos da ciência, os fundamentos da própria lógica, que se tinha pensado serem eternos, vêem-se de repente fortemente abalados. Einstein apresenta uma surpreendente teoria da relatividade que invalida certos princípios da ciência clássica, e em particular a distinção espaço-tempo. Freud, inventando a psicanálise, destrói a psicologia superficial e racional em que tudo tendia a ser branco ou preto. (...) a química torna-se não lavoisieriana, a mecânica não newtoniana, a geometria não euclediana, a lógica não aristotélica. E a epistemologia não cartesiana. (...) Na realidade, apesar da esperança que um regresso à religião podia oferecer a alguns*, jovens chefes de fila como Malraux, Aragon ou Sartre mostram-se convictos de que "Deus morreu". (...)

Desorientados e angustiados, estes jovens intelectuais viram-se para aqueles que sentiram uma perturbação idêntica à sua, em particular Nietzsche, Kierkegaard e Dostoievski (poderíamos mencionar também Kafka, mas este só conhece grande popularidade após a guerra). (...)

Este sentimento ["trágico da vida"] impregna não só as filosofias existencialista e camusiana mas também este Teatro da Irisão que, em certos aspectos, constitui um prolongamento delas.

in Emmanuel Jacquart. O teatro da irrisão: temas, atitudes, composição. Cadernos CTA 6

a vertigem do início do século XX fascina-me! a capacidade de questionar tudo, uma quase reinvenção e recolocação do homem na criação... e depois tantos que só encontram a agonia da apenas existência, sozinhos, sem encontrarem explicação de si no Verbo... como malabarismos da razão sem a rede da fé... a partir destes, tantos errantes.

* nota minha: por exemplo, Paul Claudel.

quinta-feira, abril 26, 2007

o risco

Salvador Dali (1904-1989)
The Lion of Venice, 1954
Oil on canvas 146,1 x 193,9 cm
Signed lower right

25 de abril, fim da ditadura fascista em Portugal

25 de abril, dia de s. marcos

o quadro está à venda... ver em www.galerierienzo.com

terça-feira, abril 24, 2007

momento amelie do dia

hoje cheguei aos mártires cansada e lá estava Ele à minha espera.
rezei vésperas ao lado da D. Josefa* que me pediu para ler com ela porque os olhos... e com esta luz... - e leio : ... porque estamos saturados de desprezo.
hoje depois de ser quase empurrada pela D. Josefa para fazer a leitura, inspiro e começo a ler o testemunho de vida de Estêvão, que escolheu a verdade.
escuto nem só de pão vive o homem mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus
e escuto também deixo-vos a Paz, dou-vos a minha Paz.
e confirmo que me ajudas a levantar e andar para a frente na confiança. Obrigada!


*a D. Josefa só fez as pazes com o seu nome quando percebeu que tinha como patrono S. José, gosta mais do seu nome em francês ou inglês Joseph porque é mais próximo de José - sabia os salmos quase de cor e o Magnificat certinho, mora a um minuto da sua igreja e sempre morou perto de Igrejas mesmo em angola, é catequista e da legião de maria, já tinha ido à missa mas como o padre queria acabar com este horário... e achou-me escuteira (????) pelos gestos. muito gosto em conhecê-la "nada acontece por acaso"