terça-feira, abril 24, 2007

Ando com ele debaixo do braço (1)



En Attendant Godot
é simplesmente "a história" de uma espera. Enquanto os seus protagonistas, Didi e Gogo, esperam Godot, têm que "matar o tempo" fazendo qualquer coisa, e essa "qualquer coisa" que fazem é o que estrutura a peça. (...) Se esperamos, é porque esperamos alguém, e se continuamos esperando é porque esse alguém nos prometeu algo suficientemente importante para que a nossa espera tenha sentido.
in Antonia Rodríguez Gago. Beckett. Vida e obra: "De um silêncio a outro". Cadernos 6 CTA

domingo, abril 22, 2007

Insistência confirmadora

Jo 21, 14-19

3 vezes a pergunta
3 vezes em 3 Pessoas
2 respostas com certeza
1 resposta com confiança
2 respostas de relação
1 resposta de fé
conforme a Pessoa, assim a resposta
e após a confirmação trinitária, a missão
Segue-Me!

que o Senhor te abençoe, Maria do Carmo

Angel

Uma incursão ao Indie para ver Angel de François Ozon.
planos simétricos, cores excêntricas, personagens à "e tudo o vento levou", sentimentos da irritação à pena, com algumas ideias lugar-comum:
- Angel conseguiu tudo o que queria: a fama, a casa - Paradise House -, o homem que amava
- Angel caiu quando a realidade se impôs ao seu sonho mas não aceitou a realidade
- Angel (tipo bruxa do Big Fish, como disse um amigo) conhece Angélica (em todo o sentido angélica e doce), que tinha morado antes dela na Paradise House e era amante do marido
- Angel endoidece de vez e morre desconhecida

filme razoável

faz lembrar Tim Burton

sexta-feira, abril 20, 2007

p < 0,05

... implica, na maioria dos testes estatísticos, a rejeição da hipótese nula...

exemplo
Hipótese nula: uma variável segue uma distribuição Normal

então
se rejeito a hipótese nula, não há evidência estatística para a normalidade

terça-feira, abril 17, 2007

veio esta

ZECA AFONSO
A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

Vinha em sentido contrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

... estava sossegadita na estação de braço de prata à espera do comboio e vejo-me entre operários!
só faltou uma boina e um lenço vermelho!
:)

segunda-feira, abril 16, 2007

o vento sopra onde quer

é um facto, caio logo a pensar porquê
porquê eu, porque não eu
não vou ser elevadíssima e dizer que nunca me incomodam as vidas resolvidas dos outros
(sim, caríssimos, inveja e da feia!)
que o novelo da minha vida é uma coisa ligeira e indiferente
"a vida até corre bem, não passo fome, tenho emprego
não me vou inquietar,
se estou triste é porque sou egoísta, se tenho inveja é porque sou egoísta,
se não tenho uma coisa é porque não estou preparada,
se quero mais agora é porque sou nova
se a felicidade aparente falhou é por minha culpa"

Não!

- padre, fiquei triste
- e então? tens motivo para ficares triste e desanimada!

não consigo
não sou perfeita e custa-me a mentira de dizer para mim mesma
num primeiro impulso que tudo concorre para o meu bem
não dá!

mas também sei que não sou assim
quando me olho ao espelho da verdade, cresce um desejo de ir para a frente
quase me bato de decisão!
o vento sopra onde quer?
pois que sopre!
... e que eu responda sempre mais intensamente!

sábado, abril 14, 2007

misericórdia divina

A misericórdia é a expressão viva do amor de Deus para com os homens pe­cadores, que o levou a enviar seu Filho único para lhes obter em justiça o per­dão de suas faltas e os reconduzir à con­dição sobrenatural de seus filhos. (...)
No NT, a misericórdia divina manifestou-se plenamente em Jesus Cristo por sentimentos (compaixão das multidões, das mulhe­res de Jerusalém…), palavras (ensinamentos e parábolas da misericórdia, do Filho pródigo, do bom Samaritano…), gestos (acolhimento de pecadores, multiplicação de pães e outros milagres...) e sobretudo pelo seu sacrifício pascal.
Como diz João Paulo II na sua Encíclica Dives in misericordia (2), Jesus Cristo, não só ilus­trou a misericórdia divina por imagens e parábolas, mas Ele mesmo “a encarnou e per­so­nalizou, tornando-se, em certo sentido, a misericórdia”.
cf. "misericórdia divina", in http://www.ecclesia.pt/catolicopedia/ © Paulinas