... implica, na maioria dos testes estatísticos, a rejeição da hipótese nula...
exemplo
Hipótese nula: uma variável segue uma distribuição Normal
então
se rejeito a hipótese nula, não há evidência estatística para a normalidade
sexta-feira, abril 20, 2007
terça-feira, abril 17, 2007
veio esta
ZECA AFONSO
A formiga no carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido contrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
... estava sossegadita na estação de braço de prata à espera do comboio e vejo-me entre operários!
só faltou uma boina e um lenço vermelho!
:)
A formiga no carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido contrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
... estava sossegadita na estação de braço de prata à espera do comboio e vejo-me entre operários!
só faltou uma boina e um lenço vermelho!
:)
segunda-feira, abril 16, 2007
o vento sopra onde quer
é um facto, caio logo a pensar porquê
porquê eu, porque não eu
não vou ser elevadíssima e dizer que nunca me incomodam as vidas resolvidas dos outros
(sim, caríssimos, inveja e da feia!)
que o novelo da minha vida é uma coisa ligeira e indiferente
"a vida até corre bem, não passo fome, tenho emprego
não me vou inquietar,
se estou triste é porque sou egoísta, se tenho inveja é porque sou egoísta,
se não tenho uma coisa é porque não estou preparada,
se quero mais agora é porque sou nova
se a felicidade aparente falhou é por minha culpa"
Não!
- padre, fiquei triste
- e então? tens motivo para ficares triste e desanimada!
não consigo
não sou perfeita e custa-me a mentira de dizer para mim mesma
num primeiro impulso que tudo concorre para o meu bem
não dá!
mas também sei que não sou assim
quando me olho ao espelho da verdade, cresce um desejo de ir para a frente
quase me bato de decisão!
o vento sopra onde quer?
pois que sopre!
... e que eu responda sempre mais intensamente!
porquê eu, porque não eu
não vou ser elevadíssima e dizer que nunca me incomodam as vidas resolvidas dos outros
(sim, caríssimos, inveja e da feia!)
que o novelo da minha vida é uma coisa ligeira e indiferente
"a vida até corre bem, não passo fome, tenho emprego
não me vou inquietar,
se estou triste é porque sou egoísta, se tenho inveja é porque sou egoísta,
se não tenho uma coisa é porque não estou preparada,
se quero mais agora é porque sou nova
se a felicidade aparente falhou é por minha culpa"
Não!
- padre, fiquei triste
- e então? tens motivo para ficares triste e desanimada!
não consigo
não sou perfeita e custa-me a mentira de dizer para mim mesma
num primeiro impulso que tudo concorre para o meu bem
não dá!
mas também sei que não sou assim
quando me olho ao espelho da verdade, cresce um desejo de ir para a frente
quase me bato de decisão!
o vento sopra onde quer?
pois que sopre!
... e que eu responda sempre mais intensamente!
sábado, abril 14, 2007
misericórdia divina
A misericórdia é a expressão viva do amor de Deus para com os homens pecadores, que o levou a enviar seu Filho único para lhes obter em justiça o perdão de suas faltas e os reconduzir à condição sobrenatural de seus filhos. (...)
No NT, a misericórdia divina manifestou-se plenamente em Jesus Cristo por sentimentos (compaixão das multidões, das mulheres de Jerusalém…), palavras (ensinamentos e parábolas da misericórdia, do Filho pródigo, do bom Samaritano…), gestos (acolhimento de pecadores, multiplicação de pães e outros milagres...) e sobretudo pelo seu sacrifício pascal.
Como diz João Paulo II na sua Encíclica Dives in misericordia (2), Jesus Cristo, não só ilustrou a misericórdia divina por imagens e parábolas, mas Ele mesmo “a encarnou e personalizou, tornando-se, em certo sentido, a misericórdia”.
Daqui em Diante

... não posso dizer que tenha sido diferente porque os gestos e emoções - amores apressados, paixões trocadas rapidamente, homens cobertos de terra de vergonha, mulheres objecto (cabelo atado, sem liberdade de movimento) - já estavam no "amor ao canto do bar vestido de negro"...
Enough still not to know. Not to know what they say. Not to know what it is the words it says say. Says? Secretes. Say better worse secretes. What it is the words it secretes away. What the so-said void. The so-said dim. The so-said shades. The so-said seat and germ of all. Enough to know no knowing. No knowing what it is the words it secretes away. No saying. No saying what it is they somehow say.
in Worstward Ho

... mas desta vez houve segredos expostos publicamente, mulheres colocadas em pedestal que se atiravam aos braços de homens que as colocavam novamente em pedestal, primeira vez triste, segunda vez séria, terceira, quarta, n vezes a entrar no jogo de não pensar no pedestal a que se retoma sempre (ou não)....
The eyes. Time to try worsen. Somehow try worsen. Unclench. Say staring open. All white and pupil. Dim white. White? No. All pupil. Dim black holes. Unwavering gaping. Be they so said. With worsening words. From now so. Better than nothing so bettered for the worse.
in Worstward Ho
... desta vez houve olhares que não se desligavam....
Can't Take My Eyes Off You Lyrics » Frankie Valli
You're just too good to be true.Can't take my eyes off you.You'd be like Heaven to touch.I wanna hold you so much.At long last love has arrivedAnd I thank God I'm alive.You're just too good to be true.Can't take my eyes off you.Pardon the way that I stare.There's nothing else to compare.The sight of you leaves me weak.There are no words left to speak,But if you feel like I feel,Please let me know that it's real.You're just too good to be true.Can't take my eyes off you.I love you, baby,And if it's quite alright,I need you, baby,To warm a lonely night.I love you, baby.Trust in me when I say:Oh, pretty baby,Don't bring me down, I pray.Oh, pretty baby, now that I found you, stayAnd let me love you, baby.Let me love you.You're just too good to be true.Can't take my eyes off you.You'd be like Heaven to touch.I wanna hold you so much.At long last love has arrivedAnd I thank God I'm alive.You're just too good to be true.Can't take my eyes off you.I love you, baby,And if it's quite alright,I need you, baby,To warm a lonely night.I love you, baby.Trust in me when I say:Oh, pretty baby,Don't bring me down, I pray.Oh, pretty baby, now that I found you, stay..
...sim, desta vez....
Primeira produção de 2006 da Companhia Olga Roriz, com concepção e coreografia da própria Olga Roriz. «"Daqui em Diante" teve como fonte inspiradora a belíssima ficção Worstward Ho de Samuel Beckett que este ano comemora os 100 anos do seu nascimento. Do estudo dessa obra ficou-nos a procura de um lugar, de um espaço para estar, para dizer, se dizer. Momentos privados agarrados ao tempo. Partilhas individuais marcadas pela solidão e o vazio. Um humor subtil, a tristeza, a ternura e a cruel beleza da realidade será o traço de união nesse espaço colectivo onde se reescrevem as lembranças.» Olga Roriz
Daqui em Diante, Olga Roriz
a partir de Worstward Ho, de Beckett
... não era de estranhar a (des)coesão da união de dois disruptores. :)
(só faltou uma música de Philip Glass para completar o cenário)
quinta-feira, abril 12, 2007
Porque a política?
entre o excessivo interesse sobre a licenciatura socrática (que me lembra que é melhor ir inscrever-me na Ordem Farmacêuticos - para ter um cartão a dizer que não exerço... e menos 25 eur (?) no fim do mês - não vão um dia dizer que escrevo "farmacêutica" em vez de "licenciada em ciências farmacêuticas")
entre o folhetim de quase caça às bruxas Watergate Tuga...
é promulgada a lei
sem alarido
(vinha do porto num carro conduzido por uma grávida com uma barriga linda, quando oiço a notícia na rádio)
Se o PR fosse quem devia ser, teria sido mais firme no exercício do seu poder.
(obrigada pelo texto sereno e certo que leio aqui)
Se o PSD fosse o que dizem que devia ser, ter-se-ia afirmado pelo não.
Se o PS fosse o que deseja ser, não se teria afirmado.
no meio disto tudo, o cor-de-rosa convida-me...
eu, que sempre gostei de rosas vermelhas paixão.
será que ser católico permite ser transversal na política?
entre o folhetim de quase caça às bruxas Watergate Tuga...
é promulgada a lei
sem alarido
(vinha do porto num carro conduzido por uma grávida com uma barriga linda, quando oiço a notícia na rádio)
Se o PR fosse quem devia ser, teria sido mais firme no exercício do seu poder.
(obrigada pelo texto sereno e certo que leio aqui)
Se o PSD fosse o que dizem que devia ser, ter-se-ia afirmado pelo não.
Se o PS fosse o que deseja ser, não se teria afirmado.
no meio disto tudo, o cor-de-rosa convida-me...
eu, que sempre gostei de rosas vermelhas paixão.
será que ser católico permite ser transversal na política?
terça-feira, abril 10, 2007
madalena interseccionada

hoje acorda-me o sol ainda não nascente na janela portuense
recorta em fundo frio-quente as torres e oiço gaivotas
despertar branco, claridade em mancha bate na parede
seca de calor excessivo e olhos surpresos por estarem
ali
olho a janela vazia da penumbra intoxicada de esperanças
à espera do fim da noite tristemente à espera
movo-me automaticamente em repulsa de tudo
saio à foz, por ruelas desligadas ao ver o rio e o mar e o sol
sorrio aos que me perguntam, respirar forçado
esqueço-me nas palavras que digo a quem está
perto empurro a atenção para fora de mim
mas hoje regresso na chuva depois da palavra que fala de ti
aceito escândalos, compreendo refracções
de luz e nuvens feitas bem por quem as fez
decido, assumo afectos pelo caminho e vou
por ali
se não aceitar não te deter
deixarei eu o túmulo vazio?
recorta em fundo frio-quente as torres e oiço gaivotas
despertar branco, claridade em mancha bate na parede
seca de calor excessivo e olhos surpresos por estarem
ali
olho a janela vazia da penumbra intoxicada de esperanças
à espera do fim da noite tristemente à espera
movo-me automaticamente em repulsa de tudo
vejo o cristal sombrio e desdenho o meu reflexo
saio à foz, por ruelas desligadas ao ver o rio e o mar e o sol
sorrio aos que me perguntam, respirar forçado
esqueço-me nas palavras que digo a quem está
perto empurro a atenção para fora de mim
mas hoje regresso na chuva depois da palavra que fala de ti
aceito escândalos, compreendo refracções
de luz e nuvens feitas bem por quem as fez
decido, assumo afectos pelo caminho e vou
por ali
se não aceitar não te deter
deixarei eu o túmulo vazio?
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