quinta-feira, julho 13, 2006

Na segunda

Segunda é aquele dia depois que prova a vivência do domingo.. se a correr, se longe do essencial, a segunda vem com o peso do trabalho e/ou com o peso de mim mesma.
que a solidão seja onde sou chamada hoje... compreendo mas nem sempre aceito.
que eu seja forte na solidão... não o sou e segunda perdi-me no deserto ainda mais..

houve um tempo em que na segunda teria sentido o meu coração sobressaltar..
esta segunda não foi o coração que sobressaltou, endurecido com medo de cair da corda bamba em que se sentia, de mergulhar na vergonha.

afinal, esta segunda foi como sexta.
hoje (incrível já é 5a), preparo uma vigília de recomeço
e obrigo-me a lembrar:

só no mistério do Verbo Encarnado se esclarece o mistério do Homem.

Vem, Senhor, visita a minha miséria com a tua misericórdia!
Faz com que conheça a Tua fidelidade.. e permaneça em Ti.

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Livro de Oseias 2,16-18.21-22.
É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração. Dar-lhe-ei então as suas vinhas e o vale de Acor será como porta de esperança. Aí, ela responderá como no tempo da sua juventude, como nos dias em que subiu da terra do Egipto. Naquele dia oráculo do SENHOR ela me chamará: «Meu marido» e nunca mais: «Meu Baal.» Então, te desposarei para sempre; desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com amor e misericórdia.
Desposar-te-ei com fidelidade, e tu conhecerás o SENHOR.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006




(Que a luz às vezes só pode nascer da fragilidade. Encarada de frente, com honestidade.)

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Banda sonora



A Casa
Rodrigo Leao & Adriana Calcanhoto

Sentir de novo
aquela dor
a pouco a pouco respirar
aquele amor que foi
vivido e esquecido
em segredo

como ninguém

Perdoar
como perdoar
há tanto tempo que eu queria mudar
queria voltar
Acordar
deixar o dia passar devagar
assim ficar

Sentir de novo
aquele amor
a pouco a pouco consolar
aquela dor que foi sentida e sofrida
em silêncio

Chegar de novo
sentir o amor
voltar a casa sem pensar
deixar a luz entrar
esquecer aquela mágoa
sem ter medo

como ninguém

Encontrar
poder encontrar
todas as coisas que eu não soube dar
saber amar
Perdoar
saber perdoar
há tanto tempo que eu queria mudar
queria voltar
Aceitar
deixar que o tempo te faça voltar
saber esperar



em Alma matter, Rodrigo Leão.. belo!

para ajudar a esquecer a casa de sonho.. :)

domingo, janeiro 15, 2006

Hoje é domingo

Foto de detalhe da porta de igreja românica em S. Pedro das Águias...
... a lembrar o verão e uma primeira experiência de acampamento

«Eis o Cordeiro de Deus!»
Ouvindo-o falar desta maneira, os dois discípulos seguiram Jesus. Jesus voltou-se e, notando que eles o seguiam, perguntou-lhes: «Que pretendeis?» Eles disseram-lhe: «Rabi que quer dizer Mestre onde moras?» Ele respondeu-lhes: «Vinde e vereis.»

Evangelho segundo S. João 1,35-42

sexta-feira, janeiro 13, 2006

cidade de ausências


Falta-me
de Cláudia Varejão
20’ Portugal 2005

Na turbulência da vida urbana acontece-nos esquecer ou subestimar coisas que nos fazem falta, ausências que nos suspendem, adiam ou até que nos magoam. Este documentário pede a cerca de uma centena de habitantes da área metropolitana de Lisboa que escrevam numa ardósia o que mais lhes faz falta. São respostas de pessoas de vários extractos sociais, de diferentes idades e com actividades diversificadas, que acabam por compor um retrato íntimo da sociedade portuguesa contemporânea.


recebeu Menção especial 1ª obra, no docLisboa
interessante manta de retalhos das faltas silenciosas gritadas numa ardósia.
numa visita à Videoteca Municipal de Lisboa


o que me falta?

esforço

...para corrigir relatórios, depois da hora de almoço aproveitada para ir à exposição no museu do chiado, "O olhar Fauve" - na descoberta da cor e de algumas "pinceladas curtas".

Matisse. Portrait de Bevilacqua, 1905

(faltou o estudo prévio do movimento fauve... mas parece-me que gosto mais dos expressionistas alemães)

...para corrigir depois de fugir entre caminhos curvos até ao mar.



foto de um por-do-sol difícil, na praia

quinta-feira, janeiro 12, 2006

A alegria

Não abandones a tua alma à tristeza,
não te atormentes a ti mesmo nos teus pensamentos.
A alegria do coração é a vida do homem,
e a alegria do homem é a sua longevidade.

Anima a tua alma e consola o teu coração
e afasta a tristeza para longe de ti,
porque a tristeza faz morrer a muitos,
e não há utilidade nela.
A inveja e a ira abreviam os dias,
e a inquietação faz chegar à velhice antes do tempo.
Um coração bondoso está num contínuo festim,
quanto come lhe aproveita.


Eclesiástico 30, 21-25