quinta-feira, novembro 24, 2005
Isto hoje vai assim, ao correr do pensamento e dos dedos...
Que fala sem medos, sem fanatismos e com abertura dos assuntos "quentes", mas sem nunca se tornar antagonizante ou político.
Vai ao correr dos dedos ver aquilo que já se tornou um pouco a minha casa espiritual desaparecer devagarinho.
Sei que todas as coisas têm o seu tempo próprio, e que se calhar o seu tempo e relevância se vai esgotando, mas é triste vê-la desaparecer assim sem descendência.
É como jovem que pergunto
Que é dos jovens??
Será que já não é nossa prerrogativa andarmos inquietos? A inquietação já não leva a Deus?
Ou estamos só a começar a "sentar no sofá" cada vez mais cedo?
E é irónico quando são os heróis da paróquia, do grupo de jovens, dos escuteiros, os que mais desaparecem de um dia para o outro.
Vai ao correr dos dedos uma tristeza perante uma igreja que se fecha atrás de um muro de regras e pareceres rígidos e de exlcusão. Que foi do Sínodo? Que foi do Congresso da Nova Evangelização?
Que foi de Cristo que veio para todos?
(Mas vai igualmente ao correr dos dedos descobrir assim nestas tristezas um amor cada vez maior por Cristo e pela Sua Igreja. Por esta Igreja. E por ter no seio dela, e dos jovens, a minha vocação.)
Vai ao correr dos dedos um Banco Alimentar quase sem voluntários.
(Precisamos MESMO de voluntários para Setúbal. Quem poder dar algum do seu tempo este fim de semana que me contacte, ou deixe aqui um comentário.)
Vai ao correr dos dedos ouvir falar de quem "já tem a escola toda", quando tem tão pouca caridade. Assim nas coisas mais simples.
Hoje vão muitas coisas assim, ao correr do pensamento.
quarta-feira, novembro 23, 2005
25
- demorei a levantar-me da cama, arranjei-me com calma, cheguei atrasada (30min), comprei pequenas coisas (em tons rosa, a puxar para a menininha - hoje não era dia para cores fortes nem sisudas).
Foi um dia em que respirei fundo algumas vezes:
- no trânsito de manhã, nas aulas (nos momentos em que estava cansada e sem conseguir ensinar), na livraria em que não encontrei o livro que queria (quando me deixaram à espera), na missa (quando percebi a acusação da Palavra e a misericórdia do Pão), na saída da missa e com a família, nos telefonemas de mimo que não estou habituada a receber.
Foi um dia em que fiz coisas que realmente me sossegam e dão gozo:
- dar aulas, andar por lisboa na baixa (sim, compras! mas daquelas rápidas e objectivas como gosto), dar uma flor à minha mãe (que também me ofereceu flores), estar em adoração sossegada a conversar com Jesus, celebrar a missa com os amigos.
Foi um dia de sketchs cómicos:
- quando me esqueci que não estava com carro (ia já a caminho da garagem da escola para ir a uma reunião q tive de desmarcar)
- quando vi um aluno amuado depois de o ter repreendido e quando uma aluna mete conversa comigo "a professora ficou chateada com o que aconteceu, não foi?"
- quando comprei um alfinete na baixa e, quando partilhei a minha idade (o "amigo" disse-me "25 anos é mesmo uma boa idade, parece que ainda não somos gente mas já somos")
- quando me perguntam à saída da missa "onde almoçaste?" (não almocei..)
- quando me dizem "25?? bem, com as coisas que fazes, ninguém diria" e eu me sinto pequenina e contente por não ter o peso da idade.
Foi um dia em que mudo de quarto:
um já lá vai, venha o próximo se Deus quiser.. e que os amigos estejam para ver!
a amizade é como que um sacramento!
então, que se celebre! :)
segunda-feira, novembro 21, 2005
Hoje é segunda

Neste dia da dedicação da Igreja de Nossa Senhora, construída junto ao templo de Jerusalém, celebramos, juntamente com os cristãos do Oriente, aquela dedicação que Maria fez de si mesma a Deus, logo desde a infância, movida pelo Espírito Santo, de cuja graça tinha sido repleta na sua Imaculada Conceição.
... começa a última semana
Ontem foi domingo
Obras de MisericórdiaCorporais
1ª Dar de comer a quem tem fome
2ª Dar de beber a quem tem sede
3ª Vestir os nús
4ª Dar pousada aos peregrinos
5ª Assistir aos enfermos
6ª Visitar os presos
7ª Enterrar os mortos
Espirituais
1ª Dar bom conselho
2ª Ensinar os ignorantes
3ª Corrigir os que erram
4ª Consolar os tristes
5ª Perdoar as injúrias
6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos
Ontem foi domingo de Cristo-Rei
Ontem fui à sé de setúbal rezar junto das relíquias de Sta Teresinha
... e não achei nenhuma incoerência:
estava lá a Igreja peregrina (em que eu estou)
e a Igreja do Céu (em que ela está),
felizes aos pés do Rei.
e, este ano, Ele mostrou-me a a Sua Face de Misericórdia
(...) Quanto mais longe se estende um reino, mais ele abarca a universalidade do género humano, mais – é incontestável – os homens tomam consciência do elo mútuo que os une. (...) Se o reino de Cristo se estendesse, como ele de facto se estende, a todos os homens, porquê perder a esperança nesta paz que o Rei pacífico veio trazer à terra? Ele veio “reconciliar Consigo todas as coisas” (Col 1,20); “ele não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28). “Chefe de todas as coisas que há no céu e na terra” (Ef 1,20), Ele próprio deu o exemplo da humildade e fez da humildade, juntamente com o preceito da caridade, a sua lei principal. Disse ainda: “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,30).
Pio XI (papa de 1922 a 1939) Encíclica Quas Prima, 1925
sexta-feira, novembro 18, 2005
Julgamento
expressão surreal dada ao real
levante-se a arguida!
Macke, mulher com casaco verde
e não é isso o que se pretende com a sanção? que lhe cause sofrimento a si e aos que a rodeiam?
... ou vai dizer-me que é a reinserção…?!
Giacometti, mulher com garganta cortada
Happy Phantom
And if I die today I’ll be the HAPPY Phantom And I’ll go chasin’ the nuns out in the yard _And I’ll run naked through the streets without my mask on And I will never need umbrellas in the rain I’ll wake up in strawberry fields every day And the atrocities of school I can forgive The HAPPY phantom has no right to bitch Oo who the time is getting closer Oo who time to be a ghost Oo who every day we’re getting closer The sun is getting dim Will we pay for who we been So if I die today I’ll be the HAPPY phantom And I’ll go wearin’ my NAUGHTIES like a jewel They’ll be my ticket to the universal opera There’s Judy Garland taking Buddha by the hand And then these seven little men get up to dance they say Confucius does his crossword with a pen I’m still the angel to a girl who hates to SIN Oo who the time is getting close Oo who time to be a ghost Oo who every day we’re getting closer The sun is getting dim Will I pay for who I been Or will I see you dear and wish I could come back You found a girl that you could TRULY love again Will you still call for me when she falls asleep Or do we soon forget the things we cannot see Oo who the time is getting close Oo who time to be a ghost Oo who every day we’re getting closer The sun is getting dim Will I pay for who I been And if I die today And if I die today And if I die today Chasin’ the nuns out in the yard
Tori Amos, Little Earthquakes
Duchamp, Estudo para jogadores de xadrez
Sôtora, tem mais alguma coisa a dizer?
... se tiver, ainda vou a tempo?
terça-feira, novembro 15, 2005
Banda Sonora
When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Tears stream down your face
when you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I
Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Coldplay, X&Y
segunda-feira, novembro 14, 2005
Qualquer coisa de fim de dia não pontual
Roda de cores
ela subiu ao muro do Cais
e na altura em que subiu,
o céu começava a roda das cores
na procura da paleta certa.
no outro lado, a península
de planos rasos à água
recortados pelos prédios emaranhados,
a arrábida como pano de fundo
o rio une o que ele próprio separa
num ritmo rápido para chegar ao mar
- era impossível não termos partido
a corrente puxa-nos o olhar e a vontade!
mas ela não ia partir.
subiu ao muro para subir
dentro de si sem justificações,
num gesto simples e exterior.
ela subiu ao muro do Cais
ele subiu logo a seguir e deu-lhe a mão
e não sei se foi ataque romântico
mas o céu passou a encarnado nessa altura
