domingo, junho 27, 2004

reflexo

vinha no carro a pensar..

a Lua vai meia a crescer?

a crescer...

e crescer dói


crescer rasga
perdemos ilusões
ficamos estáticos?

... que eu não cresça, que eu não cresça, que eu não cresça NUNCA!
ou então que cresça de vez!
nunca no meio do incerto

sábado, junho 26, 2004

quase parece

quase parece que só escrevo ao sábado

nesta semana houve impressões que deram uma fúria de escrever
(nota em rodapé: comprar caderno, não um qualquer, mas daqueles de páginas grossas)

mas as fúrias são assim... momentâneas!

terça-feira, junho 22, 2004

a explicação

IHS

frase paradoxal:

nunca fez sentido na dimensão humana
no mistério o mistério, ou sufocamos, ou fugimos
do Verbo só no mistério da Acção
Encarnado Acção concreta, Acção real e realmente presente entre nós,
Acção que é Verdadeira Carne mas que não deixa de ser Verdadeiro Mistério

só no mistério do Verbo Encarnado se esclarece o mistério do Homem




tréguas

Hoje é dia de tréguas

Ele fala

*

segunda-feira, junho 21, 2004

é este mesmo!

Isto

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está de pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!

Pessoa, Fernando

levar o absurdo ao extremo
andar sobre uma aresta de gelo
na vertigem de um trapézio de fogo

Viva Portugal

Já há muito tempo que não vibrava tanto com o futebol!

Grande jogo!

Viva Portugal!!!

começar a explicar

“Cristo ensinou-nos (a parábola do bom samaritano), que o Amor ao próximo sobrenatural é a troca da compaixão e da gratidão, que acontece como um relâmpago entre dois seres, dos quais um é revestido daquilo que o constitui como ser humano e o outro é privado disso. Um dos dois é só um pouco de carne nua, sangrento e sem vida na berma da rua, um sem-nome, de quem ninguém nada sabe. Os que passam por aquilo, mal reparam nele e esqueram momentos depois, que nele tinham reparado de todo. Um único pára e dedica-lhe a sua atenção. O que se segue àquilo em actos, só é a reacção automática deste momento de atenção. Esta atenção é criativa.
Porque o amor ao próximo se baseia na atenção criativa, ele parece-se com a genialidade. A atenção criativa consiste nisto, que se está mesmo atento àquilo que não existe. A humanidade não existe neste pedaço de carne sem vida na berma da estrada. O samaritano, que mesmo assim pára e olha, dirige mesmo assim a sua atenção àquela humanidade ausente, e os consequentes actos são prova de que se trata de atenção verdadeira.
A Fé, diz Paulo, é a visão daquilo que não vemos. Neste momento da atenção a Fé está tão presente como o Amor.
O Amor vê o invisível.”


comecei com estas andanças de blog um pouco para experimentar
para além dos blogs do meu amigo Gonçalo
(incrível como acabo por me incluir nesse grupo ao qual digo não pertencer.. uma lacuna no vocabulário português, será?)
e de outros meus conhecidos
foi quando comecei a ler o blog Terra da alegria que a vontade de experimentar falou mais alto

este texto de Simone Weil (autora que reconhecidamente não conheço, mais um argumento da minha ignorância)
este texto termina com uma frase bombástica!!
mas, ao contrário de Lutz, tenho vontade de pegar nele de forma diferente..(não sei se o farei)

afinal, ao contrário dele, afirmo-me crente